Num contexto em que entre 75% e 80% da população adulta em Portugal apresenta níveis insuficientes de atividade física e mais de 23% tem mais de 65 anos, segundo a Direção-Geral da Saúde, o golfe tem vindo a afirmar-se como uma alternativa para combater o sedentarismo.
Desde o seu lançamento, em 2021, o Programa Nacional de Iniciação ao Golfe já levou mais de 2.000 pessoas a experimentar a modalidade. De acordo com a Federação Portuguesa de Golfe, responsável pela iniciativa Portugal Golf, cerca de 74% dos participantes continuam a praticar após a formação.
O programa está disponível em mais de duas dezenas de clubes de norte a sul do país, incluindo a Madeira, e destina-se a principiantes. Ao longo de nove semanas e meia, os participantes são introduzidos às regras, técnicas e dinâmica do jogo, com acompanhamento profissional e uma abordagem progressiva.
“Este ano, celebramos 5 anos de um programa pioneiro e vencedor no universo do golfe em Portugal. É com enorme orgulho que vemos que o maior sinal de sucesso não é termos mais de 2.000 novos praticantes, mas sim o facto de muitos continuarem a jogar. Com uma taxa de retenção de 74%, verificamos de ano para ano um aumento da procura e do número de licenças atribuídas e renovadas, de norte a sul do país. Estamos a cumprir a missão de levar o golfe a mais e mais pessoas, contribuindo para a saúde física e mental dos nossos jogadores e da população nacional.”
Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe.
Praticado ao ar livre, o golfe combina atividade física moderada com momentos de concentração e socialização. Uma volta de 18 buracos pode corresponder a uma caminhada entre 8 a 10 quilómetros, ultrapassando frequentemente os 10 mil passos e podendo atingir um gasto energético até 1500 calorias.
Além da componente física, a modalidade promove o contacto com a natureza e a interação social, sendo apontada como uma opção para quem procura adotar hábitos de vida mais saudáveis e reduzir o sedentarismo.